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Da pecuária à heveicultura: um exemplo de superação e amor (conteúdo aberto) PDF
08/02/2017

“Tenho vaca leiteira de raiz”, afirma Dona Anéris, 79 anos de vida e 30 deles dedicados à heveicultura

Camila Gusmão

Do pequeno município de Tanabi, no interior de São Paulo, localizado a cerca de 40 quilômetros de São José do Rio Preto, surge uma história de superação de vida e amor à heveicultura. Anéris Aparecida Mangini Ferreira, no auge dos seus 79 anos, contou ao Borracha Natural como foi seu início na atividade na Fazenda Rosa Branca, no ano de 1987, após um período delicado do falecimento do marido, João Alves Ferreira, um pecuarista de renome da região.

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Dona Anéris é heveicultora em Tanabi

Dona Anéris diz que tudo começou com uma grande coincidência após o falecimento do esposo em 1984. Um dos filhos começou a ajudá-la na propriedade, que na época só tinha gado de corte. Porém, o filho teve que se mudar para o Estado do Mato Grosso por causa do trabalho, e de uma hora para outra Dona Anéris se viu sozinha para tocar a propriedade da família. Só tinha um porém, ela não gostava de lidar com o gado e tinha até dó no momento do abate.

“Meu filho tinha deixado alguns pequenos balaios com mudas formadas de seringueira. Eu quis vender aquelas mudas, pois não sabia como manejar. Ofereci para vários amigos produtores, mas ninguém quis comprar, e ainda perguntavam: O que eu vou fazer com isso?”, conta.

Após essa fase, e com pena de perder as mudas, a produtora começou a plantar. Hoje, são 20 mil árvores plantadas e 12 mil em produção. De acordo com Dona Anéris, a principal dificuldade no início foi a falta de conhecimento sobre a heveicultura, tanto dela quanto de todos na região.

“Como eu não conhecia, plantei muito errado. Uma vez plantei mil mudas e tive que replantar metade delas. Eu tinha propriedade de gado de corte no Mato Grosso. Com ela, investia aqui em Tanabi, já que no começo a cultura dá muita despesa e nenhum retorno financeiro”, relembra.

Consórcio nos primeiros anos

Para diminuir o custo com a heveicultura, Dona Anéris teve uma ideia - deixava as ruas, então com sete metros de largura, preparadas para o plantio e oferecia a empregados e vizinhos para que plantassem com a condição de manterem-nas conservadas.

“Eles plantavam mandioca, milho, arroz, feijão, melancia, e depois vendiam tudo que colhiam. Eu só pedia para eles manterem as seringueiras limpas, sem mato. Isso durou os três primeiros anos. Após esse período, as árvores crescem e não deixam a luz do sol entrar, e aí não nasce mais nada”, afirma.

Determinação

Segundo Lucas Ferreira Keunecke, neto de Dona Anéris e engenheiro ambiental, o começo no cultivo foi o mais complicado.

“Algumas pessoas a chamaram de alienada, dizendo que não sabia no que estava se metendo. ‘Onde já se viu ficar sete anos esperando uma árvore dar leite’, era o que diziam. Ela, teimosa como sempre - e também sábia como sempre -, insistiu no seu sonho e hoje está sendo premiada. E continua plantando... a cada ano planta alguns hectares e também inicia a abertura dos painéis nas árvores que já estão aptas a produzir”, conta.

Na propriedade de Dona Anéris existem algumas seringueiras com mais de 50 anos, plantadas pelo marido dela no meio do pasto. Mesmo com idade avançada, as árvores continuam produzindo látex e com volume expressivo.

“Ela é apaixonada pela seringueira! Minha avó é um exemplo de vida”, fala Keunecke com orgulho.

“Ainda vou plantar mais árvores antes de morrer. Tenho vaca de leite de raiz e sou muita grata por isso. Sou feliz!”, afirma Dona Anéris.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
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