home natural    
    Publicidade
VI CONGRESSO BRASILEIRO DE HEVEICULTURA - 22 a 24 de outubro de 2019 - Belo Horizonte, MG
   
   
Divulgação

  Anuncie
Mostre sua marca para o mundo da borracha
Garanta seu espaço!

  Revista Lateks
Única publicação especializada
em heveicultura no Brasil
Compre!

Agenda

ABC

Tempo

 

 
     ASSINATURAS      Boletim      Anuncie      Fale Conosco      Política do Site     
Apabor mapeia produção paulista de mudas de seringueira (conteúdo aberto) PDF
20/03/2017

Camila Gusmão

No próximo dia 30 de abril termina o prazo para que viveiristas comercializem mudas de seringueira produzidas no sistema tradicional, também conhecidas como “mudas de chão”. A exigência está prevista na Resolução SAA 23/2015, que estabelece as normas para a produção, comercialização e transporte de mudas, borbulhas e sementes de seringueira no Estado de São Paulo.

O ponto mais polêmico da normativa é a obrigatoriedade da produção de mudas apenas em bancadas suspensas. O aumento do custo de produção promovido pela Resolução, somado aos preços baixos da borracha natural dos últimos anos, já fez com que a grande maioria dos cerca de 150 viveiros paulistas registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abandonassem a atividade.

E, para não causar prejuízo ainda maior na heveicultura paulista, a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) realizou o “Censo de Mudas”. O levantamento mapeou a quantidade de mudas disponibilizadas para comercialização a fim de não haver sobra nem falta para os heveicultores após abril.

Marcos Roberto Pinto

Sant'Anna se preocupa com a oferta futura de mudas de seringueira

Segundo Wanderley José Cassiano Sant'anna, presidente da Apabor, o aumento dos preços internacionais nos últimos meses, aliado aos impactos positivos no campo do aumento temporário da alíquota de importação da borracha natural para 14%, leva a projetar uma maior demanda por mudas já para outubro deste ano, quando se inicia o período de plantio.

“Como ainda não há um protocolo para produção sobre bancadas com validação científica, os produtores estão reticentes em investir na produção de novas mudas, o que leva muita preocupação ao setor, que já considera um possível desabastecimento já neste ano de 2017”, comenta Sant'Anna.

De acordo com o censo, foram identificadas 689 mil mudas aptas para comercialização e plantio no Estado, sendo 525 mil “de chão” e 164 mil sobre bancadas. A eficiência da produção em bancadas foi de 25,8% em 2016 - ainda extremamente baixa.

Segundo Sant'Anna, o resultado do censo deve ser apresentado pela Apabor ao Grupo de Estudos de Viveiros Suspensos, da Câmara Setorial da Borracha Natural, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, para que providências sejam tomadas.

O resultado completo do censo pode ser conferido no site da associação, em www.apabor.org.br.


RELACIONADAS
Evento em Rio Preto abordará a produção de mudas em bancada
A evolução na produção de mudas de seringueira
São Paulo prorroga a venda de mudas de chão até 2017


Retração do investimento

Os preços baixos dos últimos anos, principalmente os dois passados, repeliram os investimentos no setor heveícola e, consequentemente, provocaram a retração da demanda por mudas de seringueira.

Já o período de transição para as novas regras de produção de mudas de seringueira ocorreu justamente nesse período de baixa dos preços da commodity. Como a produção em bancadas requer maior investimento financeiro, tendo como resultado maior preço de venda das mudas, a consequência foi o desestímulo grande parte dos produtores.

“Além disso, o prejuízo para os viveiristas que ainda possuem mudas de solo será muito grande caso se mantenha o prazo de 30 de abril. Um viveiro considerado pequeno, com aproximadamente 40 mil mudas, caso não consiga vender, terá um prejuízo de R$ 160 mil. Isso causaria um impacto financeiro muito pesado, podendo levar inclusive a uma quebradeira dos poucos viveiristas que restaram, agravando ainda mais o possível cenário de desabastecimento”, alerta.

Tecnologia nova

Segundo o Censo a média da eficiência produtiva dos viveiros paulistas que fizeram o uso da bancada foi de 37,5%, portanto, de cada dez porta-enxertos semeados menos de quatro formaram mudas aptas para o plantio. Já em 2014 o cultivo de mudas em solo no Estado de São Paulo demonstrou uma eficácia produtiva média de 70%.

“A eficiência produtiva em bancada ainda é muito baixa. Isto gera um alto custo para o viveirista já descapitalizado pela retração de mercado dos últimos dois anos”, afirma Sant'anna.

Momento promissor

O momento atual da heveicultura é próspero devido a fatores como a alta no valor da commodity e também ao aumento temporário da alíquota do imposto de importação da borracha natural.

“Caso haja desabastecimento, a taxa de expansão da área plantada deve retrair e o período atual da borracha é muito promissor, com expectativas positivas para o produtor. Portanto, um retrocesso nesse momento terá consequências muito negativas para o setor e, consequentemente, para nossa economia”, finaliza.

Outro problema que deve estar no radar da associação é a erradicação dos jardins clonais instalados antes da publicação da Resolução estadual, já que devem ser eliminadas até o final deste ano. Os jardins clonais são a fonte de borbulhas dos clones desejados.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
< Anterior   Próximo >
   
   
© 2009-2019 LATEKS COMUNICACAO LTDA. Todos os direitos reservados.
Rua Campos Salles, 1753 - Vila Boyes - CEP 13416-310 - Piracicaba-SP
Atendimento preferencial por e-mail: fale@borrachanatural.agr.br
Supported by
lateks