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Casul realiza curso de formação de sangradores há 15 anos (conteúdo aberto) PDF
30/03/2017

Camila Gusmão

Um dos grandes desafios do heveicultor é conseguir mão de obra qualificada para a sangria. Para ajudar a sanar este problema, a Cooperativa Agropecuária de Parapuã (Casul) realiza há 15 anos o “Curso de Formação de Sangrador em Seringueira” em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Desde o início do projeto já foram realizados mais de 100 cursos para a formação de mais de 1,2 mil sangradores na região. O último curso foi realizado de 21 a 23 de março.

Eduardo Camargo Simões

Curso de formação de sangradores foi realizado no final de março

O curso abrange todas as etapas do trabalho no seringal, desde a divisão das tarefas, identificação das árvores aptas à sangria, abertura dos painéis, fixação de bica e caneca, até a realização da sangria propriamente dita, com atenção à profundidade do corte, consumo de casca e angulação, e também estimulação e tratamento de painel, além da coleta e comercialização.

Segundo Eduardo Camargo Simões, engenheiro agrônomo e gerente técnico de seringueira da Casul, o objetivo é preparar o trabalhador para iniciar a atividade de sangria, fornecendo noções básicas de qualidade de sangria para alcançar o potencial máximo de produção da seringueira, mas respeitando o estado fisiológico e vegetativo das árvores.

Eduardo Camargo Simões

Alunos aprendem a amolar a faca de sangria

“O curso tem por finalidade preparar novos sangradores para suprir as necessidades de mão de obra do setor heveícola, uma vez que os preços baixos dos últimos anos acabou desestimulando os produtores e, principalmente, os sangradores. Muitos sangradores migraram dos seringais para outros setores do agronegócio e até mesmo para empregos na área urbana”, conta.

“Há também um considerável aumento de novas plantações de seringueira entrando em sangria nos próximos anos, o que demanda um grande número de novos sangradores”, prevê Simões.

Polêmica

A Casul possui atualmente cerca de 3 mil cooperados, dos quais 200 são heveicultores - quase metade com seringais em produção. Pioneira na produção de mudas de seringueira na região da Alta Paulista, atividade que realiza há 39 anos, a cooperativa está atenta à nova legislação para formação de mudas no Estado de São Paulo, determinada pela Resolução SAA 023, de junho de 2015 (uma reedição da Resolução SAA 154/2013).

“Para se ter uma ideia, a Casul comercializou aproximadamente 1,5 milhão de mudas de seringueira nos últimos 10 anos, o que representa uma expansão de área de 300 hectares. Apesar de acreditar no melhor controle fitossanitário ao nematoide, estamos cautelosos em relação à nova legislação de produção mudas de seringueira em bancadas com substrato, pois a nova técnica precisa ser melhor estudada e, posteriormente, ser transferida aos viveiristas. A nova tecnologia traz mudanças drásticas de tratos culturais, como irrigação e nutrição, além de ter como principal fator limitante o baixo rendimento da enxertia”, explica Simões.

Para o engenheiro agrônomo, o primeiro impacto da norma estadual é a menor oferta de mudas neste momento, já que o viveirista precisa primeiro conseguir dominar as novas técnicas de produção - o que levará algum tempo. Já o segundo impacto é o aumento do custo e do preço de venda das mudas de seringueira, tornando o investimento mais elevado.


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“Outra dificuldade que o produtor de mudas enfrenta hoje é a oferta de sementes e borbulhas de fornecedores que tenham seus campos credenciados junto ao Ministério da Agricultura. Isto está dificultando o viveirista a produzir uma muda de seringueira dentro das normas, apesar de muitos viveiros paulistas, dentre eles o da cooperativa, produzirem mudas de seringueira de alta qualidade”, afirma.

Futuro

A recente reação do preço do coágulo ao produtor fez o mercado se reaquecer, estimulando a procura pela heveicultura. Segundo o engenheiro agrônomo, a evolução do preço está estimulando o produtor a investir e a aprimorar os tratos culturais, com atenção ao tratamento fitossanitário e à nutrição das árvores.

“Para o setor continuar a melhorar, entendo que é preciso estimular a produção nacional de borracha natural com mecanismos de sustentação de preço para o produtor”, conclui.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
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