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Heveicultores paulistas são alvo de furtos de coágulo (conteúdo aberto) PDF
07/04/2017

Prejuízos somam R$ 9,5 mil em uma das propriedades

Camila Gusmão

Em menos de 30 dias foram registrados vários casos de furto de coágulos em municípios do noroeste do Estado de São Paulo, como Colina e Barretos, região que concentra a maior produção de borracha natural do Brasil. Não à toa é conhecida como “Polo da Borracha”. Em todos os casos, os furtos ocorreram entre o anoitecer e a madrugada.

Apenas na plantação de Lucas Balbino, em Barretos, foram furtados aproximadamente 2,2 mil quilos de coágulo. Segundo o heveicultor, o prejuízo é estimado em R$ 9,5 mil. A ação ocorreu entre às 18h do dia 22 e 6h da manhã do dia 23 de março, e os bandidos tiveram que coletar a produção no campo, pois as caixas ainda não estavam reunidas na bancada para pesagem e transporte.

Balbino, que é arrendatário e trabalha há sete anos no setor heveícola, já foi alvo de furto há alguns anos. Ele registrou o boletim de ocorrência e afirma que adotará medidas para que não seja vítima novamente. “A propriedade fica a 200 metros da cidade, o que facilita a ação de bandidos. Pretendo investir em vigilância, com a contratação de guardas, pois o prejuízo é alto. Por ora, não poderei deixar o coágulo armazenado por um tempo no campo para secar por medo, o que prejudica a qualidade do produto”, afirma.

A cerca de 20 quilômetros dali, em Colina, três propriedades registraram furtos em março. O caso mais recente ocorreu na madrugada do dia 31, na propriedade de Osvaldo Piai, onde foram levadas 70 caixas com coágulos prontas para escoamento para a usina de beneficiamento.

Para Humberto Silveira, comerciante de borracha que atende a esta propriedade, quem levou conhecia bem o local, já que é um lugar de difícil acesso. “Eu acredito que a solução pode ser implantar algum sensor ou alarme que acenda a luz na bancada e dispare sinal sonoro quando alguém tentar mexer nela”, apontou como possível solução.

Já em outras duas fazendas do município, uma da Dona Isolina Paro Lapenda e outra de Alli Drubi, foram furtados um mil quilos de coágulo cada uma, resultando em um prejuízo econômico de cerca de R$ 3 mil cada.

O mais intrigante destes dois casos é o fato de os bandidos terem levado a produção das canecas, ou seja, colheram árvore por árvore, guardaram os coágulos em caixas e carregaram.

“Podem ser pessoas do ramo ou que já trabalharam nele. Eles agiram de madrugada, e pelo rastro é uma caminhonete pequena. A dúvida é como passam adiante o produto, se com nota de outro produtor, sem nota fiscal... O importante é coibir este tipo de ação. Eu acredito que o heveicultor deve ser alertado para tomar cuidado com quem entra no seringal e sempre vender com nota fiscal para dar procedência ao produto, pois o ‘rombo’ para o produtor é grande”, afirma Ricardo Paro, que oferece assistência técnica em seringais.

Combate ao crime

Em nota oficial dirigida ao Borracha Natural, a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) repudia os furtos e reconhece a urgência de agir junto às autoridades para combater os crimes.

Casos semelhantes ocorreram em 2012 e 2015. A associação de produtores colaborou com a Polícia Civil, junto à Delegacia Seccional de Polícia em São José do Rio Preto, para centralizar as informações das diversas delegacias onde foram registrados os furtos.

Ainda na nota, a Apabor faz um apelo aos produtores que foram vítima de furto para que enviem cópia do boletim de ocorrência para o e-mail Este endereço de e-mail é protegido contra spam, você precisa de Javascript habilitado para visualiza-lo.

“É preciso agir rápido. Por outro lado, não basta apenas reduzir a insegurança no campo, é preciso também combater a informalidade: um produto furtado só tem valor se for receptado. O Conselho Consultivo e o Conselho Deliberativo estão preparando uma proposta de ação conjunta de combate à informalidade, que deverá ser uma ação complementar para combater o furto de coágulo”, afirma a entidade na nota.

Investigação

A Polícia Civil de Colina já iniciou a investigação dos três casos registrados até o momento, mas reconhece não ser fácil encontrar pistas, pois os furtos ocorreram na madrugada e não se têm câmeras de segurança ou outro tipo de registro que ajude a identificar os autores.

Apesar da dificuldade inicial na investigação, já foram identificados suspeitos. “O Setor de Investigações da Delegacia de Colina conseguiu identificar alguns suspeitos e busca elementos de prova para confirmar”, afirma Rafael Faria Domingos, delegado titular do 1º Distrito Policial de Guaíra e professor de Direito Penal e Medicina Legal, responsável também pela Delegacia de Colina.

“O principal problema nesta investigação é não ser possível identificar a origem do coágulo no caso de apreensão, e isto facilita a ocorrência do furto e a receptação da borracha”, conclui.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
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