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Heveicultores do sul da Bahia sofrem com violência e insegurança (conteúdo aberto) PDF
15/05/2017

Camila Gusmão

Furtos e roubos seguidos de violência estão causando insegurança aos produtores e comerciantes do ramo da borracha no baixo sul baiano. No município de Ituberá, a 140 quilômetros ao norte de Ilhéus, trabalhadores temem percorrer o caminho até propriedades rurais devido aos constantes roubos, principalmente de motos. A Prefeitura Municipal de Ituberá afirma que está trabalhando para a melhoria da segurança pública no município.

Um caso brutal e de extrema covardia. Assim pode se resumir o que aconteceu na propriedade do heveicultor e pesquisador Adonias de Castro Virgens Filho, em Ituberá. Segundo relatado, um trabalhador estava com a esposa realizando a atividade de sangria das seringueiras, quando foi rendido por um rapaz e amarrado em uma árvore. O delinquente então estuprou a esposa do trabalhador. Segundo a vítima, o criminoso estava visivelmente sob efeito de drogas.

Não foi o primeiro caso de violência na região, porém, até o momento, é o mais cruel. Segundo o heveicultor, os boletins de ocorrência são registrados, mas devido à falta de instrumentos de vigilância no campo, como câmeras; dificuldade de acesso às propriedades; e número menor de pessoas circulando quando comparado com a zona urbana; há maior complexidade na resolução e punição dos crimes.

“Estamos vivenciando uma condição jamais imaginável. Há uma violência assustadora no campo”, afirma Virgens Filho.

Outro fato que piora a situação dos heveicultores residentes no extremo sul baiano é a condição dos seringais, que são antigos em sua maioria e, consequentemente, tem produtividade inferior aos novos clones plantados em outros estados, como São Paulo.

“Essa baixa produtividade, aliada com o aparecimento de ácaro e percevejo-de-renda, resulta em uma redução de cerca de um terço da produção. A junção desses fatores - violência, baixa produtividade e o surgimento de pragas e doenças - está causando êxodo dos produtores para outras regiões do país, como o noroeste paulista e sul do Espírito Santo”, explica o heveicultor.

Além do campo

A criminalidade não se limita apenas ao campo. A empresa Icaubor, com sede também em Ituberá, teve seu escritório no Centro Comercial Heraldo Rocha arrombado no dia 21 de abril. Os bandidos levaram o cofre contendo documentos fiscais e de veículos.

“Este foi apenas mais um ato de violência dentre os vários que temos sofrido na empresa. Está difícil até ir ao campo. Somos reféns da situação. Há pouco tempo, aconteceu o roubo de uma moto da empresa. Além de roubarem, os ladrões bateram e machucaram o funcionário”, conta Salvador Messias Moreira Menezes, proprietário da Icaubor.

Para Menezes, a violência triplicou nos últimos cinco anos na Bahia, principalmente no sul e baixo sul do Estado.

“Também estão roubando a produção de cacau, guaraná, cravo-da-índia nas propriedades. A situação está muito complicada, e convivemos com o risco constante. Técnicos que trabalham na empresa estão com medo de ir até as propriedades e sofrer agressão”, enfatiza.

Prefeitura busca solução

Em resposta à reportagem do portal Borracha Natural, a Prefeitura Municipal de Ituberá afirmou em nota que “a cidade já foi cenário de uma guerra do tráfico local, cujo índice de violência cresceu assustadoramente e levou o município para o ranking dos municípios mais violentos da Bahia, ocupando o segundo lugar, com registro de 28 homicídios no ano de 2012”.

Porém, segundo a Prefeitura, ao assumir a gestão municipal em 2013, a prefeita Iramar Braga de Souza Costa (PMDB-BA) buscou imediatamente as autoridades competentes para dar uma solução para o problema instalado na cidade. Apesar de ter conhecimento de que a responsabilidade não é do município e sim do Estado, nunca se isentou da responsabilidade de cuidar dos munícipes e de se preocupar com o presente e o futuro de Ituberá.

“Felizmente, Ituberá não aponta mais no ranking das cidades mais violentas da Bahia, pois não possui homicídios nas suas estatísticas. Mas, de fato, enfrenta um sério problema com o grande número de crimes contra o patrimônio, furto e roubo, nas zonas urbana e rural. Apesar das dificuldades, a administração não se deixou intimidar e busca incessantemente providências para minimizar os problemas. Prova disso são as constantes reuniões realizadas com as autoridades da segurança pública do Estado, como o comandante geral da Polícia Militar, o secretário estadual de Segurança Pública, o comandante da CIPE Cacaueira [Companhia Independente de Policiamento Especializado], dentre outros, que estão publicadas em rede social para conhecimento da população”, declara a nota.

A Prefeitura Municipal de Ituberá tem fornecido o custeio do apoio logístico às polícias Militar, Civil e CIPE, sob o amparo legal do Termo de Parceria firmado com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Segundo a Prefeitura, foram desenvolvidas operações na zona rural para tentar desarticular uma quadrilha de roubo de carga dos agricultores. Também, desde novembro passado, tem ocorrido a Operação Distritos, cuja atenção maior é a zona rural. Hoje, a ação é desenvolvida três vezes por semana, mas já foi solicitado que seja ampliada para toda a semana para tentar coibir os assaltos na zona rural.

Assim, afirma a Prefeitura Municipal de Ituberá em nota oficial, que a população da zona rural não está desassistida e que a administração busca melhorar a qualidade de vida do homem do campo.

Juntamente com as ações específicas ao produtor rural no município, foram implantados onze serviços de convivência e fortalecimento de vínculos em comunidades de risco e zona rural do município, levando ações para crianças, adolescentes e acompanhamento junto às famílias, além de ações preventivas ao uso de drogas e apoio à organizações sociais do município.

“A gestão tem feito a sua parte, mas necessitamos do apoio e sensibilidade de todos, pois segurança pública envolve todos nós. Não serão as críticas que resolverão o problema da violência, e nem tampouco a pressão sobre os prefeitos, que não possuem estrutura para lidar sozinhos com o problema da criminalidade, mas sim a união e cooperação de todos, poder público, polícias, sociedade civil e família”, finaliza a nota. 

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
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