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Assaltantes levam 15 t de coágulo na região de São José do Rio Preto (conteúdo aberto) PDF
05/07/2017

Camila Gusmão

Não bastasse a brusca queda do preço da borracha natural em julho, de cerca de 20%, uma usina de beneficiamento teve uma grande quantidade de coágulo roubada em assalto no dia 28 de junho. Dois empregados da empresa, um supervisor de coleta e o motorista, passavam pelo município de Guapiaçu quando, por volta das 16h30, foram assaltados e tiveram 15 toneladas de coágulo levadas. O prejuízo é estimado em R$ 37,5 mil.

O roubo aconteceu de forma planejada. Em uma estrada rural próxima à cidade de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto, havia um carro com as portas abertas dificultando a passagem. Uma mulher simulava um problema no veículo. Ao pararem para ajudar, os dois empregados foram surpreendidos por quatro ou cinco homens armados que anunciaram o assalto.

Os bandidos os amarraram e anunciaram o assalto. Um dos empregados foi trancado no porta-malas do carro que estava parado, enquanto o outro se sentou no banco do passageiro com a cabeça coberta por uma bermuda. Segundo o boletim de ocorrência, os assaltantes afirmaram que queriam apenas a carga.

Por volta das 20h30, após a transferência da carga, os assaltantes libertaram os dois em um canavial próximo ao município de Onda Verde, a cerca de 700 metros do caminhão abandonado. Segundo informado no boletim de ocorrência, não houve agressão física às vítimas nem danos ao caminhão.

A Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) publicou uma nota se solidarizando com as vítimas.

“A ação mostrou a ousadia dos bandidos que, fortemente armados, diziam ser ‘contratados’ e ameaçaram realizar novas ações em breve. A Apabor se solidariza com as vítimas deste ato horrendo. Mais do que isso, como medida de curto prazo está cobrando as autoridades que não poupem esforços nas investigações”, afirma a nota.

Informalidade

A carga roubada é um produto in natura, o que significa que não pode ser utilizada na forma como se encontra, sendo necessário o seu processamento em uma usina de beneficiamento.

Uma das ações da Apabor para coibir este tipo de situação é o combate à informalidade no mercado. A compra ou a venda de borracha natural sem emissão de nota fiscal pode facilitar a comercialização de produto roubado.

“Não é apenas o caminhão da empresa Braslatex que foi sequestrado, mas a paz e a tranquilidade do setor”, destaca a nota.

Ainda segundo a associação, o caso aconteceu como consequência da crescente informalidade no segmento produtor.

“O mercado informal de compra e venda de borracha natural e as estruturas hoje existentes para emissão de notas ‘frias’ no setor heveícola infelizmente não são surpresa”, afirma a associação em nota.

O mesmo problema é constatado por um representante da Braslatex, que pediu anonimato. Segundo ele, há muitos atravessadores de matéria-prima no setor, e é nesse meio que existe a prática da venda clandestina.

“Furto de coágulo acontece com certa frequência nas propriedades da região. No ano passado, algumas toneladas de coágulo foram furtadas na fazenda de um fornecedor da Braslatex e um caminhão foi encontrado com a carga roubada, mas não houve punição. Esperamos que este caso seja investigado e que os criminosos sejam punidos”, afirma o representante da empresa.

Furtos em propriedades rurais

Em abril deste ano foram registrados vários casos de furto de coágulo em propriedades do noroeste paulista. Em uma das fazendas, o prejuízo estimado foi de R$ 9,5 mil.

Os furtos ocorreram entre o anoitecer e a madrugada. Segundo a Polícia Civil em Colina, em entrevista ao Borracha Natural na época, apesar da dificuldade inicial na investigação, suspeitos haviam sido identificados.

Investigação

Embora o boletim de ocorrência tenha sido registrado na delegacia de Onda Verde, localidade em que as vítimas foram libertadas, a investigação está a cargo da Polícia Civil em Guapiaçu, onde ocorreu o roubo.

A equipe do Borracha Natural conseguiu conversar com o delegado que deverá conduzir a investigação em Guapiaçu, e a informação é a de que o boletim de ocorrência ainda não havia sido recebido pela delegacia até a tarde de ontem (4).

 


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