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Produção brasileira de borracha natural cai 1,2% em 2016 (conteúdo aberto) PDF
06/10/2017

PIRACICABA: Dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a produção brasileira de borracha natural registrou queda de 1,2% em 2016, para 190,1 mil toneladas, ante 192,4 mil toneladas no ano anterior. Os números incluem o cultivo e o extrativismo. São Paulo é o principal estado produtor da commodity, com 57,8%, seguido de Bahia (12,7%), Minas Gerais (8,1%), Mato Grosso (7,5%) e Goiás (6,0%).

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São Paulo permanece na liderança da produção de borracha natural

O consumo aparente de borracha natural, que é a soma da produção e das importações menos as exportações, alcançou 422,8 mil toneladas em 2016, ante 409,2 mil toneladas no ano anterior; aumento de 3,3%.

O crescimento do consumo e a redução da produção exigiram a importação de volume maior de borracha natural no ano passado. O Brasil importou 234,2 mil toneladas em 2016, volume 6,9% superior ao anotado em 2015, de 219,0 mil toneladas.

Ainda de acordo com o IBGE, a área plantada com seringueira avançou apenas 1,2% em 2016, para 156,0 mil hectares, ante 154,2 mil hectares em 2015. O Estado do Mato Grosso do Sul apresenta a maior taxa média de crescimento anual dos últimos cinco anos, de 14,5% ao ano, seguido de Goiás (11,9% a.a.) e Minas Gerais (9,1% a.a.). São Paulo apresenta uma taxa média de 3,7% ao ano no mesmo período, enquanto a média nacional é de 3,1%.

A área colhida somou 146,5 mil hectares em 2016, contra 144,2 mil em 2015; aumento de 1,6%.

Produtividade

Seguindo a produção brasileira, a produtividade diminuiu 2,7% em 2016, para 1.293 quilos de borracha seca por hectare ao ano, ante 1.329 quilos por hectare no ano anterior.

O Estado de São Paulo possui a maior produtividade, de 1.813 quilos de borracha seca por hectare em 2016, sem variação significativa na comparação ao ano anterior. O Mato Grosso do Sul tem a segunda maior produtividade, de 1.725 quilos por hectare em 2016, com aumento de 16,4% sobre o ano anterior, seguido de Goiás (1.711 kg/ha.ano) e Minas Gerais (1.409 kg/ha.ano).

De acordo com Heiko Rossmann, diretor geral da Lateks, empresa brasileira especializada na indústria da borracha, os preços da commodity podem ser a principal explicação para a redução da produtividade.


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“Preços baixos para a borracha natural fazem com que a intensidade de sangria assuma índices abaixo de 1, ou seja, resultam na subexplotação da seringueira e menor produção. Além disso, preços baixos proporcionam menor renda no campo, fazendo com que o sangrador procure outra atividade que proporcione mais dinheiro - e sem gente não se produz látex”, explica.

Os argumentos, porém, não se aplicam ao Mato Grosso do Sul, cuja produtividade aumentou mais de 16% no último ano. “A maior produção, e consequente produtividade, se deve em grande parte ao aumento de 65,8% da área colhida em 2016, para 1.413 hectares”, aponta Rossmann, que também é analista econômico do Borracha Natural.

O Espírito Santo e a Bahia apresentaram as maiores perdas de produtividade entre os principais estados produtores.

A produtividade da heveicultura capixaba teve queda de 17,9%, para 673 quilos por hectare, ante 821 quilos por hectare no ano anterior. A menor produtividade é resultado da queda de 18,0% na produção em 2016, para 10,1 mil, ante 12,3 mil em 2015. Além dos preços baixos, a escassez de chuvas é apontada como fator determinante para a redução da produção por área. Como as chuvas ainda não se normalizaram, uma menor produção também é esperada em 2017.

A Bahia também registrou uma forte queda da produtividade, de 14,2%, para 730 quilos por hectare em 2016. A produção baiana diminuiu para 40,3 mil toneladas em 2016, quantidade 15,4% menor do que a anotada no ano anterior, de 47,7 mil toneladas.

“Diferente do Espírito Santo, as chuvas não foram o problema na Bahia. Além dos preços baixos, a incidência de pragas, como a mosca-branca [Aleurodicus cocois], é apontada como uma das causas da menor produção no ano passado”, conclui.

 

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