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Instituto ajuda ribeirinhos e indígenas a preservar a Amazônia (conteúdo aberto) PDF
10/10/2017

Famílias que pararam de pescar devido à Belo Monte, hoje sobrevivem de produtos da floresta como a venda de borracha natural

Camila Gusmão

Fundado em 1994, o Instituto Socioambiental (ISA) é uma organização social sem fins lucrativos que tem como objetivo propor soluções para problemas ambientais e culturais coletivos. Há cerca de dez anos, o ISA começou um trabalho na Terra do Meio com o objetivo de manter os moradores locais e preservar a Floresta Amazônica.

ISA/ Gabe Schwartzman

Sr. Raimundo, extrativista do Riozinho do Anfrísio mostra como extrair látex

ISA/ Otávio Almeida

Mantas de borracha secam ao sol no Morro do Anfrísio

A Terra do Meio é formada pela Reserva Extrativista (Resex) do Rio Iriri, Resex Riozinho do Anfrísio, Resex Rio Xingu e Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, além da Estação Ecológica (Esec) da Terra do Meio, Parque Nacional (Parna) da Serra do Pardo e das terras indígenas Cachoeira Seca, Xipaya e Curuaya, numa área protegida que soma 8,48 milhões de hectares.

De acordo com o instituto, o extrativismo na região é um instrumento para que a floresta sobreviva à pressão de madeireiros e da pecuária ilegal. Aproximadamente 300 famílias estão espalhadas nas três Resex, com 1,5 milhão de hectares de floresta protegida no Estado do Pará, distantes até 400 quilômetros de rio do centro urbano de Altamira.

Uma das ações do ISA foi a criação das “cantinas”, que são pontos de troca e comercialização de produtos florestais como borracha natural, castanha e farinha dentro da Terra do Meio.

ISA/ Anna Maria Andrade

Localidade Morro Verde, Resex Riozinho do Anfrísio, Terra do Meio (PA)

“A rede de cantinas da Terra do Meio começou com a organização comercial comunitária dos ‘beiradeiros’ que moram dentro das reservas extrativistas do mosaico de unidades de conservação da Terra do Meio. Atualmente, a rede já se ampliou para os vizinhos indígenas Xipaya e Kuruaia. Inclusive, há seringueiros indígenas da aldeia Tukayá na TI Xipaya, que vendem borracha natural para a Mercur dentro dessa rede comunitária de comércio na região da Terra do Meio”, conta Maria Augusta Torres, articuladora de políticas socioambientais do ISA.

Segundo o instituto, as cantinas são inspiradas nos barracões que pertenciam aos chamados “patrões da seringa”. As cantinas eram lugares em que os seringueiros do século passado deixavam a produção de borracha em troca de alimentos de primeira necessidade. Sobrava pouco dinheiro e muitas vezes dívidas no saldo de meses nos seringais.

“As cantinas têm sido o modelo de organização dos produtores, espaço de comercialização de mercadorias, compra dos produtos da floresta, gestão coletiva de capital de giro e coração do arranjo produtivo regional e, em seu desenvolvimento, está sendo pensado pela rede como um espaço público, também de educação”, explica no site do ISA o antropólogo Augusto Postigo, que há anos apoia o fortalecimento da organização social e econômica de populações extrativistas.

O projeto de redes está chegando também aos moradores das ilhas do Rio Xingu, fora das reservas extrativistas e mais próximo da cidade de Altamira.

“Os beiradeiros estão vivendo mais intensamente as consequências da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A alteração dos níveis e da condição da água fez muitas famílias que viviam da pesca, tornarem a buscar a borracha como fonte de renda. Como a rede de cantinas já estava organizada na região, esses beiradeiros estão conseguindo se manter em suas moradias nas ilhas e na beira do rio, por terem para quem vender a borracha. Assim, não precisam abandonar o local onde nasceram e que foi drasticamente alterado por conta da construção de Belo Monte”, conta Maria Augusta.


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