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Maior associação de heveicultores do Brasil completa 25 anos (conteúdo aberto) PDF
04/12/2017

Camila Gusmão

A Associação Paulista dos Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) completou 25 anos no último dia 20 de novembro. Sediada na cidade de São José do Rio Preto, no noroeste paulista, a associação tem hoje cerca de 800 associados, entre heveicultores, parceiros-sangradores e usinas de beneficiamento. A entidade é a maior e mais representativa associação de produtores de borracha natural do país, exercendo papel de grande relevância para o crescimento da heveicultura brasileira.

APABOR/ Arquivo

Antiga sede da associação à Rua Boa Vista, 885, em São José do Rio Preto

Tudo começou em 1992, exatamente um ano após o Estado de São Paulo se tornar o maior produtor nacional. Com os incentivos do governo para o plantio da seringueira no Estado, foram implantadas áreas no litoral e no planalto paulista. No litoral, a árvore não se desenvolveu bem, ao contrário do que aconteceu no planalto, onde o clima favoreceu o desenvolvimento da cultura. A partir da década de 1980, os plantios da região começaram a ampliar, quando, em 1991, a produção ganhou volume.

“Naquela época, os produtores estavam desagregados, sem saber para quem vender a produção. Parecia um formigueiro que não tinha rainha. A Apabor foi fundada com o objetivo de dar assistência e orientação técnica ao produtor, e também com o plano de desenvolver a cultura no noroeste paulista - afinal, a seringueira tinha se adaptado muito bem aqui”, relembra Wanderley José Cassiano Sant'Anna, heveicultor e atual presidente da associação.

Como os países asiáticos dominavam a produção mundial de borracha natural, e o preço era determinado pelo mercado internacional, o valor pago ao produtor estava menor do que o custo da produção. A ação da Apabor foi decisiva para a conquista da política de subsídio do governo federal para a borracha natural.

“A política de subsídio a partir de 1997 deu ânimo ao produtor. Dava para pagar as despesas e até sobrava um pouco. Trabalhamos muito também na expansão da cultura no noroeste paulista. Eu, Jayme Vazquez Cortez (in memoriam) e José Fernando Canuto Benesi éramos grandes incentivadores da heveicultura na nossa região”, conta.


SERVIÇO
Lei nº 9.479, de 12 de agosto de 1997
Dispõe sobre a concessão de subvenção econômica a produtores de borracha natural e dá outras providências.


Os 25 anos da associação também foram marcados por períodos difíceis. Houve uma época que a entidade se viu obrigada a usar uma sala emprestada, adquirindo sua sede própria somente anos mais tarde.

“O começo foi muito complicado. A associação tinha poucos associados. Por um tempo, chegou até a funcionar em uma sala comercial cedida pelo Grupo Verdi. Depois de muita economia e trabalho árduo durante a segunda gestão do presidente reeleito na época, Wanderley Sant’Anna, a Apabor adquiriu sua sede própria, na qual funciona hoje”, conta Fabio Magrini, vice-presidente da Apabor. Magrini é filho do heveicultor já falecido Durvalino Magrini, membro da segunda diretoria eleita para conduzir a entidade entre 1995 e 1997.

“A associação luta para superar os problemas da cadeia produtiva, e está sempre buscando fortalecer o heveicultor - e esse é o caminho”, fala Magrini.

Profissionalização

A associação inicia uma nova fase no início de 2012. A contratação do engenheiro agrônomo Heiko Rossmann, especialista em mercado da borracha natural e diretor da Lateks Comunicação, para o recém-criado cargo de diretor executivo marca a busca pela profissionalização da gestão.

“Uma importante mudança na associação adveio com a contratação de um diretor executivo, ainda que com dedicação parcial. Com sua competência, o Heiko trouxe um ganho muito grande para a gestão da Apabor”, conta Magrini.

Antes de deixar a associação, no final de 2016, Rossmann ainda iniciou a implantação da metodologia 5S de gestão de qualidade empresarial, visando alcançar ganho em produtividade, melhorar o clima organizacional e motivar os funcionários.

Desafios

As associações ajudam seus associados nos desafios do dia-a-dia, como baixos preços, adoção de novas tecnologias e conhecimentos técnicos do cultivo.

“Temos muitas vantagens na ação coletiva por meio de associações e cooperativas. Penso que, pelas características do empreendimento rural, é fundamental que o produtor se convença desta necessidade. As associações são capazes de prestar serviços técnicos, defender pleitos junto à órgãos públicos, orientar sobre tendências de mercado, promover a introdução de inovações, dentre outras ações”, enumera o heveicultor Marcos Lourenço Santin, da Fazenda Capitão Venâncio, no município de Nova Granada.

Segundo Santin, o futuro vai exigir mais do que uma simples associação de produtores - uma associação da cadeia produtiva, que represente seus diversos elos.

“A Apabor é um exemplo. A associação tem nos dado mais força e visibilidade em toda comunidade da cadeia agroindustrial da borracha natural. Isso é muito importante para valorizar o trabalho do produtor rural”, conclui.


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