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Pesquisa inovadora testa consórcio entre seringueira e guaraná (conteúdo aberto) PDF
08/12/2017

Camila Gusmão

Um estudo coordenado por Everton Rabelo Cordeiro, doutor em agronomia e pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está experimentando o consórcio da seringueira com guaraná na região de Maués, no Estado do Amazonas. A pesquisa começou com o projeto de extensão rural para difundir a heveicultura no Estado. As duas culturas foram instaladas no campo experimental no ano passado, mas as mudas foram preparadas ainda no ano anterior, em 2015. O guaraná já começou a produzir.

Embrapa/ Everton Cordeiro

Consórcio de seringueira com guaraná é experimentado no Amazonas

A seringueira foi plantada em fileiras duplas e, no espaço entre estas fileiras, entraram quatro linhas de plantio de guaraná, resultando em cerca de 500 árvores de seringueira e 400 de guaraná por hectare.

Segundo Cordeiro, o objetivo da pesquisa é levar aos pequenos e médios agricultores um modelo de plantação que potencialize o uso da terra e dê retorno econômico e financeiro mais rápido do que o plantio apenas da seringueira, já que esta é uma cultura perene e só começa a dar resultados financeiros a partir do sétimo ano após o plantio, dependendo do tipo de clone introduzido.

Embrapa/ Everton Cordeiro

Guaraná em pó pode alcançar R$ 200 o quilo

A ideia da pesquisa se deu por conta de uma visita técnica à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), na Bahia. Lá, o pesquisador conheceu alguns modelos de consórcio de seringueira e cacau, e seringueira e café irrigado, por exemplo.

“A região heveícola da Bahia é bem parecida com a nossa. Então, quando conheci os trabalhos da Ceplac, acreditei que poderíamos ter algo parecido para a nossa realidade. Como aqui o guaraná é muito forte, pensamos em implantar as duas culturas para aproveitar a terra e gerar uma renda extra ao produtor”, explica Cordeiro.

Outros modelos de consórcio estão sendo testados na Bahia pelo pesquisador José Raimundo Bonadie Marques, da Ceplac, com espécies sucessivas como feijão, mandioca, açaí e banana, até chegar ao cacau.

“Aqui no Amazonas, como temos umidade elevada, utilizamos o mesmo clone que é plantado na Bahia, que é resistente ao mal-das-folhas”, reforça o pesquisador.

O mal-das-folhas é uma doença causada pelo fungo Microcyclus ulei, e provoca a queda prematura das folhas, podendo até mesmo levar as plantas à morte.


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Cordeiro conta que conheceu outros modelos de consórcio com seringueira que geraram resultados positivos. Em 2011, visitou um assentamento no município de Denise, no Mato Grosso, onde os assentados tinham cerca de oito hectares de seringueira com açaí, banana e mandioca. Em outro município, conheceu ainda o consórcio de seringueira com abacaxi.

“Estamos testando a seringueira com outras culturas também. Acredito que teremos um resultado concreto dos experimentos daqui a alguns anos, mas no caso do guaraná está dando muito certo desde já. No ano que vem, já teremos a segunda colheita e poderemos avaliar melhor, e logo disponibilizar o modelo como uma opção para o pequeno agricultor”, afirma.

Carência de guaraná

Utilizado principalmente para a fabricação de xaropes, barras, pós e refrigerantes, o guaraná é uma fruta que contem guaraína, uma substância semelhante à cafeína, com propriedade estimulante.

Segundo o pesquisador da Embrapa, devido à falta do produto no mercado, muitos refrigerantes de guaraná possuem apenas 10% da quantidade que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exige, deixando assim a bebida com menor teor da fruta.

O preço é outro fator interessante. Alguns índios que plantam guaraná no Amazonas chegam a vender o pó de guaraná para bebidas a R$ 200 o quilo.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
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