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Apta realiza pesquisa sobre mudas produzidas em bancadas (conteúdo aberto) PDF
19/01/2018

Camila Gusmão

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA/SP), divulgou a primeira análise realizada nos viveiros suspensos de mudas de seringueira no Estado de São Paulo. É um assunto polêmico relacionado à Resolução SAA nº 23, de 2015 (antes Resolução SAA nº 154, de 2013), que exige que as mudas de seringueira sejam produzidas em bancada suspensa e com o uso de substrato.

Divulgação/ CDA

Bancadas suspensas é solução da Defesa para o "problema" dos nematóides

Segundo a Apta, o levantamento mostrou que o sistema é viável para os produtores de mudas, além de produzir mudas com elevado desempenho se comparadas às mudas obtidas pelo sistema tradicional, no chão - utilizado nos demais estados brasileiros e no restante do mundo -, de favorecer a sanidade e de permitir a rastreabilidade genética.

Em uma ação conjunta de pesquisadores da Apta e técnicos da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), foram entrevistados 20 viveiristas, produtores de mudas de seringueira em bancadas suspensas.

“A intenção do diagnóstico foi observar quem estava tendo sucesso na produção de viveiros suspensos de mudas de seringueira, e o porquê desse sucesso, e quem estava tendo dificuldade, e identificar as possíveis falhas ocorridas”, afirmou Elaine Cristine Piffer Gonçalves, pesquisadora do Polo Regional de Colina.

De acordo com o levantamento, 70% dos produtores de mudas entrevistados já haviam produzido mudas no chão, no sistema tradicional, e 30% nunca haviam trabalhado com esse modelo de produção. O diagnóstico aponta ainda que nenhum iniciante obteve sucesso na atividade.

De 15 milhões para 500 mil mudas

Para César Savoia Mora, engenheiro agrônomo e diretor técnico da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), mais de 50% dos viveiristas paulistas deixaram a atividade por não conseguirem seguir o protocolo lançado pela Secretaria de Agricultura, portanto a pesquisa representa os ‘sobreviventes’ e ‘iniciantes’ do novo modelo de produção de mudas.

Divulgação/ CDA

Sistema tradicional poderia produzir 15 milhões de mudas por ano

“No caso da nova resolução, observamos que a Secretaria inverteu totalmente os papeis, fazendo o produtor desenvolver a pesquisa, instalar, custear, perder e ganhar, para achar o caminho certo da produção das mudas em bancada. Ainda há muito o que aprender, e não há um protocolo eficiente. A oferta atual de mudas de seringueira fala por si só. O Estado tinha uma capacidade instalada de mais de 15 milhões de mudas de seringueira pelo sistema tradicional, e agora, quiçá 500 mil mudas”, destaca.

Bancadas suspensas

Segundo a Apta, após um trabalho desenvolvido pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) em conjunto com a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), de Jaboticabal, em 2013, foi detectado pela que 74% das amostras de raízes de mudas de seringueira em viveiros de chão estavam contaminados por nematóides.

A partir deste levantamento, a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento publicou a Resolução SAA nº 154, em novembro de 2013, reeditando a norma em 2015 com a publicação da Resolução nº 23.

Viveiristas e heveicultores, no entanto, não concordaram com o modelo exigido pelo Estado, apontando como principais motivos o alto custo do novo sistema e a não exigência em outros estados.


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A Associação Paulista dos Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) não reconhece qualquer motivo para alardear a ocorrência de nematóides em plantações de seringueira.

“Temos trabalhado com mais de 10 milhões de árvores, e não se diagnosticou que nematóide seja limitante para a cultura, ou que precise de controle químico ou biológico para que a planta se desenvolva perfeitamente”, completa Savoia, em nota publicada pela Apabor.

Ainda segundo a associação, em mais de 50 anos de heveicultura no Estado nunca houve relato de morte de árvores de seringueira causada por nematóide.

“Salientamos que o posicionamento da Apabor é baseado em informações técnicas cedidas pelo Comitê Técnico em Heveicultura, da associação, composto por nove engenheiros agrônomos que acompanham mais de 80% dos seringais paulistas, e também atuam em outros estados”, destaca a nota.

Polo da borracha

A região noroeste do Estado de São Paulo é conhecida como “Polo da Borracha”. O Estado, sozinho, é responsável por mais da metade da produção de borracha natural do país e, por tamanha importância, a cultura movimenta boa renda e gera muitos empregos na região.

“Somos à favor da rastreabilidade e da sanidade das mudas, que os viveiros, campos de sementes e jardins clonais sejam cadastrados e fiscalizados, que façamos mudas mais sadias e mais vigorosas, mas não podemos negligenciar a realidade do campo e da cultura no mundo, não podemos emperrar o desenvolvimento da cultura”, conclui Savoia.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

 
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