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Pesquisadores querem desenvolver seringueira adaptada ao frio (conteúdo aberto) PDF
12/07/2018

Grupo de pesquisa da Unicamp precisa de suporte financeiro para avançar nos estudos em heveicultura

Camila Gusmão

Há onze anos um grupo de pesquisadores realiza trabalhos em genética e genoma da seringueira no Laboratório de Análise Genética Molecular, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Um dos objetivos dos pesquisadores é desenvolver uma espécie de seringueira adaptada ao frio, assim a planta poderia ser cultiva mais ao sul do Brasil, em uma região não-tradicional no cultivo da seringueira. Também querem uma planta imune ao o mal-das-folhas, doença causada pelo fungo Microcyclus ulei em regiões quentes e úmidas.

LATEKS/ Heiko Rossmann

Pesquisadora da Unicamp coordena estudos em genética e genômica

Os resultados das pesquisas realizadas durante todos esses anos na Unicamp, assim como os objetivos para o futuro, foram apresentados na palestra “Avanços na pesquisa em genética e genômica da seringueira”, ministrada por Anete Pereira de Souza, coordenadora do grupo de pesquisa e professora titular na Unicamp, no 9º Encontro Nacional da Borracha Natural, realizado em São Paulo no dia 28 de junho passado.

“No Brasil, temos tecnologia tanto quanto lá fora. O que falta é suporte financeiro. Fazemos a domesticação da seringueira para ser plantada onde queremos e com a produção que desejamos”, afirmou a pesquisadora.

Reprodução

Segmento de novo mapa genético da seringueira

Outro trabalho desenvolvido em conjunto com o grupo foi a criação de um banco de dados no qual 100 árvores representam a diversidade genética de 1000 seringueiras.

“Guardar as espécies selvagens que estão ameaçadas do que resta da Floresta Amazônica é muito importante. Afinal, o Brasil é o centro de origem e de diversidade da espécie. A seringueira é um patrimônio genético brasileiro e tem um potencial enorme para desenvolvimento com pesquisas”, destacou Anete.

Outro objetivo dos pesquisadores é diminuir o tempo necessário hoje para o lançamento de um novo clone, de cerca de 30 anos, para cerca de 12 anos com o uso da tecnologia disponível, que permite a predição do fenótipo e a seleção precoce daquela característica desejada.

Segundo Anete, pesquisas e novas tecnologias são essenciais para o desenvolvimento da agricultura. O milho, por exemplo, sofreu várias alterações genéticas para ser a planta que conhecemos hoje. Sofreu uma ‘domesticação’.

“O aumento de produtividade em milho e soja foi enorme. A alteração de uma única letra no código genético pode aumentar a produção da planta”, explicou.

Sustentabilidade

A pesquisadora da Unicamp alertou ainda sobre as práticas de degradação do meio ambiente existentes em alguns países, como o corte de florestas nativas no sudeste asiático para o plantio da seringueira.

“Vai chegar o momento em que será necessário a criação de um selo para a borracha extraída de forma ambientalmente correta, sustentável”, enfatizou. O Brasil possui milhares de hectares de pastagens degradadas que poderiam ser convertidas em áreas de cultivo de seringueira, sendo o país produtor de borracha natural com maior potencial de aumento na oferta da commodity nas próximas décadas.


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