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Cadeia produtiva se une para alavancar a heveicultura nacional (conteúdo aberto) PDF
07/05/2019

Camila Gusmão

Representantes da Associação dos Produtores de Borracha de Aparecida do Taboado e Região (Aprobat - Aparecida do Taboado/MS), da Associação dos Produtores de Látex do Brasil (Apotex Brasil - Barretos/SP) e da Cooperativa dos Produtores de Borracha Natural Ltda (Coopbor - Prata/MG) estiveram em Brasília para discutir a atual crise do setor heveícola e ressaltar a importância estratégica da borracha natural para o país. A reunião aconteceu no gabinete do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

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Eduardo Sanchez (centro) protocola pedido de criação da subcomissão

No encontro, realizado no final de março, os representantes das entidades pediram a criação da “Subcomissão da Borracha Natural”, um fórum para que os heveicultores possam expor os problemas do setor e discutir possíveis soluções.

O objetivo da subcomissão é entregar ao Congresso Nacional propostas para a melhoria de toda a cadeia produtiva da borracha natural e, segundo as entidades, garantir a sobrevivência da heveicultura nacional.

“É um setor tão importante para nós, brasileiros, e está se acabando por conta da concorrência desleal da borracha asiática, que é produzida em condições muito inferiores às nossas no que diz respeito às questões ambientais e sociais”, destaca Eduardo Antônio Sanchez, presidente da Aprobat e do Sindicato Rural de Aparecida do Taboado.

Segundo Sanches, o Brasil importa 60% da borracha natural que precisa e possui um custo de produção muito maior do que os produtores asiáticos. Além disso, os heveicultores brasileiros recebem de acordo com o valor da borracha natural no mercado internacional.

“Nos últimos cinco anos, este preço está muito abaixo do nosso custo de produção e inviabilizando a atividade. Alguns seringais estão sendo erradicados e substituídos por outras culturas mais rentáveis. Já que existe uma proteção de outros elos da cadeia produtiva, como é o caso dos pneus importados com uma taxa de 16% e das borrachas sintéticas com 12%, nós entendemos que temos que ter pelo menos o mesmo tratamento e protecionismo oferecido à indústria”, explica.

Demais entidades aderem à iniciativa

A iniciativa logo teve a adesão de outras entidades ligadas à heveicultura nacional, como a Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (Abrabor), Associação dos Heveicultores do Estado de Mato Grosso (Ahevea), Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), Associação dos Produtores de Borracha Natural dos Estados de Goiás e Tocantins (Aprob-GO/TO), Cooperativa Agropecuária de Parapuã (Casul), Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Cooperativa dos Produtores de Borracha do Espírito Santo (Coopbores), Cooperativa Ouro Verde Bahia (Cooperverde), Cooperativa dos Seringalistas do Espírito Santo (Heveacoop) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Segundo Fernando do Val Guerra, diretor executivo da Abrabor, a expectativa com a criação da subcomissão é ter uma mudança estruturante para o setor da borracha com o objetivo de manter a viabilidade econômica em tempos de preços tão baixos como o atual.

“É importante ressaltar que a iniciativa da criação da subcomissão da borracha foi da Aprobat, mas logo teve ampla aceitação por todas as entidades de produtores e que alguns deputados - importantes deputados federais - já se mobilizaram para participar desta subcomissão”, afirmou.

Para Guerra, outro ponto muito importante diz respeito ao conteúdo que será levado para esta subcomissão.

“Este é o grande desafio. Todas as representações de produtores se reunirem, convergirem em termos de propostas factíveis, e apresentar de maneira a dar segurança para os deputados pegarem aquilo e transformarem em alguma lei que possa ser cumprida e que traga benefícios para os produtores”, explica.

Apoio necessário

Outro fator importante a ser considerado é que, para conseguir tramitar propostas no Congresso, a Subcomissão da Borracha Natural precisa que o maior número possível de deputados faça sua adesão ao grupo.

“Os produtores precisam buscar seus deputados e pedir para que participem desta subcomissão. O que move os deputados é atender ao seu eleitor, é o encontro. O produtor precisa ir ao encontro do deputado, para ele entender que está representando o produtor, de preferência por intermédio das suas representações - mas quem tiver acesso direto, deve fazer individualmente também”, conclui Guerra.


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