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Apabor lança concurso que homenageia Paulo Gonçalves (conteúdo aberto) PDF
22/07/2019

Já são quase cinco décadas dedicadas à pesquisa em heveicultura

Camila Gusmão

Com o objetivo de incentivar novos pesquisadores na área da seringueira, a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), criou o “I Prêmio Apabor Paulo Gonçalves Melhor artigo científico de 2019 sobre a heveicultura brasileira”. As inscrições dos trabalhos se encerraram no último dia 15 de julho e a publicação do resultado está prevista para o dia 5 de agosto.

LATEKS/ Heiko Rossmann

Paulo Gonçalves se dedica ao melhoramento genético da seringueira 

Como premiação, o vencedor do concurso receberá uma bolsa para apresentar o trabalho no International Rubber Conference 2019. Realizado pelo Comitê Internacional para Pesquisa e Desenvolvimento de Borracha (IRRDB, na sigla em inglês), o evento acontecerá entre 30 de setembro e primeiro de outubro, em Nay Pyi Taw (capital de Mianmar). Já os cinco melhores trabalhos, receberão auxílio para apresentar na categoria pôster.

“A pesquisa é muito importante para o setor produtivo. Antigamente, só tínhamos dois clones como opção de plantio comercial. Hoje, o Instituto Agronômico disponibiliza vários (clones) que trazem maior rentabilidade e plantas mais resistentes. A pesquisa melhora o bolso do produtor”, afirma Fábio Magrini, presidente da Apabor.

Cinco décadas de dedicação

Paulo de Souza Gonçalves é pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), e completa agora 47 anos de vida profissional dedicados à pesquisa em heveicultura. São mais de 200 trabalhos publicados, além de uma série de clones de seringueira lançados.

No final do ano passado, Gonçalves conquistou o prêmio “B. C. Sekhar Award for Research Excellence 2018”, que é concedido pelo IRRDB aos melhores pesquisadores do mundo que se dedicam à heveicultura. São dois premiados por ano, sendo um na categoria jovem e outro na sênior.

“Esse prêmio da Apabor leva o nome do Dr. Paulo devido à sua dedicação por anos à cultura da seringueira. O governo anda travando e tirando verba de projetos de pesquisa. Hoje, se dedicam pessoas que trabalham com o coração, e a gente não faz nada sem pesquisa”, destaca Magrini.

Gonçalves é engenheiro agrônomo, mestre em melhoramento genético florestal pela Universidade do Estado da Carolina do Norte (Estados Unidos) e doutor em genética e melhoramento de plantas pela Universidade de São Paulo (USP) - campus de Piracicaba. Começou a trabalhar na heveicultura na Bahia e, após retornar ao Brasil do seu curso de mestrado, ingressou como pesquisador na Embrapa, em Manaus.

Novos clones

Segundo Gonçalves, foram lançados mais de 30 clones de seringueira, com destaque para a série com 15 clones resistentes e com maior produtividade.

“São clones superiores e com maior produtividade. Antes, os heveicultores brasileiros dependiam de clones asiáticos - o que não era bom, pois tinha pouca variabilidade genética. Agora, podem escolher entre clones mais precoces ou com maior produtividade. O clone IAC 505, por exemplo, está apto para sangria com apenas cinco anos, quando alcança 50 centímetros de circunferência”, explica.

Já o IAC 502 produz cerca de 70% a mais por ano do que o clone malaio RRIM 600, muito plantado no Estado de São Paulo.

“São clones indicados para grande escala. O Brasil produz apenas 40% do que consome de borracha natural - o resto é importado. O desafio agora é conseguir um material ainda mais produtivo”, comenta o pesquisador.

Pesquisa é um desafio

A crise econômica que o país vive já tem algum tempo afeta diretamente a pesquisa no Brasil, pois parte do dinheiro destinado vem da arrecadação de impostos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Portanto, quanto menos se vende, menor é a verba destinada para a área de pesquisa.

“Está muito difícil conseguir recursos para pesquisa. Espero que o Brasil entre ‘nos eixos’ para contratar mais pesquisadores para trabalhar no Instituto Agronômico. O Centro de Seringueira tem pouca gente. É uma situação desastrosa”, lamenta Gonçalves, que ficou muito honrado com a homenagem do prêmio com seu nome. “Fiquei muito honrado, e também encabulado”, conta em entrevista ao Borracha Natural.

 


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