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CBH2019 | Modelo de cultivo da seringueira reflete na rentabilidade (conteúdo aberto) PDF
26/09/2019

Camila Gusmão

Uma plantação de seringueira pode estar inserida no contexto da agricultura familiar, em que a família do heveicultor trabalha na produção e coleta do látex, ou de uma agricultura comercial, de médio ou grande porte. Pode, ainda, ser uma monocultura ou estar consorciada com outros cultivos. Enfim, uma variedade de perfis é encontrada na heveicultura, seja em função da origem do produtor rural ou de particularidades regionais, e que refletem nos custos de produção e na rentabilidade da atividade.

LATEKS/ Heiko Rossmann

Plantio de seringueira com cacaueiro é comum na Bahia e no Espírito Santo

Os modelos de seringais e suas respectivas lucratividades será um tema apresentado durante o VI Congresso Brasileiro de Heveicultura pelo engenheiro agrônomo Pedro Arlindo de Oliveira Galvêas, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Segundo Galvêas, os custos de implantação podem variar conforme o modelo de plantação desejado pelo produtor.

“A implantação de um seringal em um sistema iLPF [integração lavoura-pecuária-floresta] terá custo inicial maior, mas terá a antecipação de receita com cultivos de plantas mais precoces que a seringueira. Além disto, o heveicultor poderá ser beneficiado por uma segunda receita, que poderá contrabalançar a perda de lucratividade do seringal em anos de baixo preço da commodity no mercado. A variação nos custos de implantação de um seringal no sistema de ILPF será em função da cultura escolhida para compor a área”, conta.

Custos versus rentabilidade

A rentabilidade também pode sofrer grande variação conforme o modelo escolhido. Médias ou grandes propriedades, por exemplo, costumam ser mais produtivas e tecnológicas, porém, possuem uma rentabilidade menor.

“Produzem mais coágulo por área e geram maior receita. No entanto, os custos de produção e gerenciamento destes seringais são mais altos, e apresentam resultado final de rentabilidade menor, quando comparado com seringais da agricultura familiar. Este fato ocorre no mundo inteiro, fazendo com que mais de 90% da borracha natural seja produzida por smallholders”, explica.

De acordo com o pesquisador, é importante que o heveicultor esteja ciente dos custos e rentabilidades de determinados sistemas de plantio, antes de plantar as seringueiras.

“Será importante para técnicos e produtores observarem a variação no custo de produção em diferentes sistemas de plantio, podendo a partir disto planejar melhor o seu sistema, levando em consideração as características do produtor, a oportunidade de consorciar com outra cultura, da área e da região em que se pretende implantar o seringal. A partir destas informações, o técnico poderá definir qual o melhor sistema - o que certamente resultará na maior rentabilidade do seringal”, conclui.

Heveicultura capixaba

Pedro Arlindo Oliveira Galvêas é um dos agentes públicos responsáveis pelo desenvolvimento da heveicultura no Estado do Espírito Santo. Mestre em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), atuou junto à Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (SEAG), e implantou e coordenou o Programa de Desenvolvimento da Heveicultura Capixaba (Probores), que teve início em 2005.

O Probores promoveu o plantio de oito mil novos hectares com seringueira no Estado, pautado principalmente na agricultura familiar.

O Congresso

O VI Congresso Brasileiro de Heveicultura é um dos principais eventos do setor heveícola e será realizado de 22 a 24 de outubro, em Belo Horizonte, capital mineira, pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro).

Idealizado pelo Cedagro, uma organização não-governamental para a defesa, promoção e fortalecimento do agronegócio, a primeira edição do Congresso Brasileiro de Heveicultura foi realizada no ano de 2007, em Guarapari, no Espírito Santo. O congresso já foi realizado em Ilhéus (2010), novamente em Guarapari (2013), em São José do Rio Preto (2015) e em Goiânia (2017).

As inscrições para o VI Congresso Brasileiro de Heveicultura estão abertas e podem ser realizadas na página do CBH2019.

 


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