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CBH2019 | Fundador da Embrapa participa do Congresso Brasileiro de Heveicultura (conteúdo aberto) PDF
01/11/2019

Camila Gusmão

O engenheiro agrônomo e ministro da Agricultura entre 1974 e 1979, Alysson Paulinelli foi o principal destaque do VI Congresso Brasileiro de Heveicultura, realizado de 22 a 24 de outubro, em Belo Horizonte, pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro). O evento registrou a participação de 110 congressistas, vindos dos principais estados produtores de borracha natural.

Divulgação/ Cedagro

Gilmar Dadalto (D), presidente do Cedagro, cumprimenta Alysson Paulinelli

Paulinelli foi incentivador da pesquisa, ciência e tecnologia, e fundou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 1972, vinculada ao Ministério da Agricultura. “Ele iniciou a revolução tecnológica da agricultura brasileira, sendo considerado hoje o ‘Celeiro do Mundo’”, afirma Gilmar Gusmão Dadalto, presidente do Cedagro.

Segundo Dadalto, em tempos anteriores, o congresso contaria com mais participantes, mas por passar o setor heveícola por um período de preços mais baixos, o número de participantes pode ser considerado razoável.

“Quanto à parte técnica, o congresso foi muito interessante. Todos os palestrantes participaram conforme a programação, e as palestras foram muito esclarecedoras e diversificadas. Tivemos temas nas áreas de tecnologia, mercado, comercial e políticas públicas”, conta.

Para Antônio de Padua Alvarenga, pesquisador da Epamig e presidente do congresso, vários pontos poderiam ser destacados, como a participação de técnicos e produtores de todos os principais estados produtores de borracha natural.

“Mesmo não tendo um grande público, considero que houve uma participação muito grande nos debates em cada palestra. Isso é um forte indicativo de que os temas foram relevantes, de fato. A presença do ex-ministro Alysson Paulinelli foi, para mim pelo menos, um ponto muito alto do congresso. O grande mentor dessa agricultura que hoje fortalece o país. O agronegócio tem um peso grande na balança comercial brasileira, e tudo isso devemos a esse homem, pela sua coragem e determinação. Se hoje somos grandes exportadores de alimentos, devemos tudo a ele. Prêmio Nobel da alimentação. Sua manifestação de interesse pela cultura da seringueira poderá nos trazer bons frutos”, afirma o pesquisador da Epamig.

Secretária de Agricultura marcou presença

“Foi uma grande honra contar com a participação da secretária estadual de Agricultura, Ana Soares Valentini. Como produtora rural, ela manifestou seu interesse pela heveicultura, destacando seu desejo de plantar seringueiras. Esse interesse poderá atrair investidores e recursos para pesquisa”, explica Padua.

Agora, após o congresso, Padua conta que espera que a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) possa reunir esforços para o desenvolvimento de um programa voltado à expansão da heveicultura no Estado de Minas Gerais.

“Levando em consideração o momento atual de crise no setor de borracha, e também que Minas Gerais tem sua maior participação produtora na região do Triangulo Mineiro, concluo que o evento foi um sucesso. Apesar de distantes das regiões produtoras do Estado, isso não impediu uma boa participação”, conclui.

De acordo com Pedro Arlindo Galvêas, engenheiro agrônomo e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a heveicultura nacional precisa de um fórum de debate técnico, onde pesquisadores, políticos e produtores rurais, possam expor suas idéias e conhecer com detalhes a realidade da heveicultura em cada canto do país.

Para Galvêas, em um país de dimensões continentais, como o Brasil, onde a seringueira é cultivada nos mais diferentes tipos de solo e clima, torna-se imprescindível a troca de informações regionais. Assim, o Congresso Brasileiro de Heveicultura já se consolidou como um importante evento nacional, onde esta troca de informações é possível.

“O Cedagro e a Epamig estão de parabéns por terem conseguido realizar o sexto congresso em um momento de grande dificuldade na nossa economia, e de baixa rentabilidade no setor heveícola. As palestras foram apresentadas por especialistas e encorajaram debates técnicos muito interessantes”, conclui.

Realista e positivo

Para Fernando do Val Guerra, heveicultor e diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (Abrabor), o congresso teve um ar realista e positivo.

“Creio que foi possível perceber o amadurecimento do setor, tanto do ponto de vista do reconhecimento da importância da representação setorial no direcionamento de políticas publicas necessárias a promover a rentabilidade e longevidade da cadeia produtiva, como também do ponto de vista intrínseco da atividade onde, independente das adversidades do mercado, verificamos grupos se consolidando nesta atividade e plantando novos seringais em todas as regiões produtoras do Brasil”, afirma.

Guerra acredita também que outros produtores provavelmente deixarão a heveicultura, assim como acontece em todos os setores da economia.

“Alguns ganham dinheiro com farmácias, padarias ou postos de combustíveis, e permanecem na atividade - outros não. É uma questão que envolve uma curva de aprendizado. Às vezes, simplesmente não se consegue a melhor composição de clones, ou o local possui particularidades que dificultam a produção, ou ainda há questões de prioridade e afinidade com a atividade”, conclui.

 


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