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(conteúdo aberto) MENSAL - Especulação e forte demanda bagunçam mercado em março PDF
06/04/2010

A forte disputa pela borracha de campo paulista e as especulações sobre os preços, já observadas há muitos meses, se acirraram a tal ponto em março que neste mês diversos compradores e vendedores perderam a referência para os negócios.

O preço médio do coágulo em São Paulo, segundo cálculos da Natural Comunicação, foi de R$ 2,50/quilo (DRC 53%) em março, extrapolando o que algumas usinas consideram como “saudável”, ou seja, representando mais do que elas poderiam pagar se fossem deduzidos, do preço recebido pelo GEB-1, todos os impostos, encargos, fretes e o custo de processamento da borracha natural. A maior parte da comercialização do coágulo ocorreu entre R$ 2,30 e R$ 2,70/quilo, mas há relatos de preços pontuais superiores a este máximo, em condições especiais de qualidade, volume, rendimento, prazo de pagamento ou transporte, sem deixar de mencionar o aspecto fiscal.

Esta situação confirma que a briga desenfreada por fornecedores está levando a cadeia da borracha natural a uma situação bastante delicada e pouco sustentável, deixando no ar uma questão: o que restará depois que a bolha estourar?

Contribuiu para a alta dos preços da borracha natural bruta a expectativa de aumento dos preços do GEB-1 que serão pagos pela indústria pneumática para os processadores em abril, os quais estão sustentados pela alta das cotações internacionais da borracha granulada. É esperada uma alta de 10,8% para o GEB-1, que deve ser comercializado, em média, a R$ 6,35/quilo em São Paulo em abril e maio.

Agentes do mercado comentam, ainda, que a forte demanda do setor pneumático pela borracha processada decorreria também de uma possível subestimação da velocidade e intensidade de recuperação da economia nacional, no momento em que estas planejavam suas estratégias de abastecimento. Como conseqüência, as fabricantes de pneus estariam mais agressivas em suas compras, atuando acima do preço-base em situações particulares de negociação.

O clima tenso do mercado e a “caça” à borracha natural bruta se estendem aos demais estados produtores brasileiros. Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás estão assistindo à entrada de compradores antes esparsos e pontuais, mas que agora se mostram mais firmes em suas intenções. A diferença entre os valores mínimos e máximos se alarga conforme o mercado cria condições para bonificações e outros critérios de precificação da borracha ao produtor, mesmo em estados como o Espírito Santo, onde as cotações normalmente se apresentam mais uniformes.

No Espírito Santo, o preço médio foi calculado em R$ 2,45/quilo para o CVP com 63% a 65% de rendimento (variando entre R$ 2,36 e R$ 2,65), havendo premiação adicional para as borrachas que atingem DRC mais elevado, maior grau de pureza da borracha, entre outros. Na Bahia, a média do preço do coágulo ao produtor foi calculada pela Natural em R$ 2,14/quilo, mas não surpreende ouvir relatos de negócios entre R$ 2,05 e R$ 2,23/quilo (DRC 53%), e acima disso para a borracha mais seca.

Diante disso tudo, o clima tornou-se assunto secundário nas conversas com produtores e beneficiadores de todos os estados, com as chuvas tendendo à normalização em boa parte das regiões produtoras.

Pouca atenção vem sendo dada, também, ao mercado paulista de látex, mesmo tendo ocorrido boa reação dos preços em março, frente a fevereiro. O látex in natura (DRC 31%) foi cotado a R$ 1,60/quilo, alta de 17,6% em relação ao mês anterior. O centrifugado ficou, em média, a R$ 5,99, mas há comentários que vão até R$ 6,40/quilo. Fontes consultadas pela Natural revelam o desinteresse dos produtores em trabalhar com o látex in natura, tendo em vista a maior atratividade do mercado do coágulo no momento.

No mercado atacadista de borrachas sintéticas do estado de São Paulo, os preços de março circularam entre R$ 6,75/quilo para a SBR 1712 e R$ 9,84/quilo para a borracha nitrílica.

Os pneus do mercado varejista do interior paulista subiram levemente. Acompanhe as tabelas completas na seção Cotações do nosso site.

Mercado internacional

No Sudeste Asiático, os preços estiveram instáveis em março, alternando momentos de quedas e altas até que, no final do mês, elevaram-se de forma significativa. Nossas análises semanais de mercado mostram um cenário externo igualmente tenso, com preços exageradamente altos que desestabilizam o mercado.

Na Tailândia, o preço médio de março para a STR20 foi 6,6% maior que a média de fevereiro e atingiu US$ 3,44 no dia 31 de março. Para o látex, a variação foi de 7,4%. Na Indonésia, e os preços médios da RSS1 e da SIR20 foram 7,2% e 5,3% superiores às médias de fevereiro. Na Malásia, a elevação de preços foi de 5,4% para a SMR-10 e 7,4% para o látex centrifugado, na comparação entre fevereiro e março. Veja mais.

Equipe Natural
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