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Seringal em Monte Aprazível vence I Prêmio Paulo Gonçalves (conteúdo aberto) PDF
09/04/2010

Na primeira edição do Prêmio Paulo Gonçalves para o melhor seringal e seu heveicultor, lançado pela Natural Comunicação neste ano, um seringal de 60 hectares localizado em Monte Aprazível, próximo a São José do Rio Preto (SP), ficou em primeiro lugar entre os diversos inscritos, muitos deles fora do Estado de São Paulo, embora esta primeira edição contemplasse somente os seringais paulistas.

O seringal do proprietário Guilherme Dantas, sob supervisão do engenheiro agrônomo Nilson Troleis, reuniu maior número de pontos positivos dentre os principais critérios estabelecidos pela equipe da Natural Comunicação, que julgou os seringais inscritos ao prêmio.

Na visita da equipe julgadora ao seringal, pode-se constatar a fidedignidade das informações fornecidas no questionário de inscrição. Muitas outras boas práticas foram observadas, o que permite afirmar que o seringal de Monte Aprazível é um modelo de gerenciamento que deveria ser seguido para garantir a sustentabilidade e rentabilidade da heveicultura brasileira.

Acompanhe abaixo parte das principais características que permitiram que esta fazenda alcançasse o primeiro lugar do Prêmio Paulo Gonçalves.

O seringal tem área total de 60 hectares, dos quais 30 hectares estão no 11° ano após o plantio (4° ano de exploração) e o restante está em formação. Toda a área é plantada com o clone RRIM 600. Apesar de não possuir uma produtividade exorbitante (6,5 quilos/árvore/ano – 58% DRC – 1800 quilos borracha seca/hectare/ano), apresenta um conjunto de boas práticas e gerenciamento das atividades que permite um elevado nível de qualidade técnica e padrões conservacionistas que não foram observados em outras propriedades que concorriam ao prêmio.

O seringal conta com um modelo de gerenciamento conhecido como "gestão à vista". Neste modelo, um quadro com os resultados mensais são apresentados e discutidos com o fiscal de sangria e os quatro seringueiros (sangradores), conforme explica o agrônomo Nilson Troleis.

Antes do início da safra (1° setembro), os parceiros recebem um manual revisando as principais orientações do trabalho e a previsão de produtividade de suas áreas, assim como a previsão de seus ganhos mensais. No final da safra, aqueles que ultrapassarem a média de 8 quilos de coágulo/árvore/ano e não forem advertidos gravemente quanto a problemas de qualidade no trabalho recebem o bônus de 5% sobre o total da produção. A remuneração mensal mínima dos seringueiros oscila em torno dos R$ 900,00 durante os doze meses do ano, sendo que nos meses de pico da safra (fevereiro a abril) o valor é superior.

Todos os seringueiros possuem contrato de trabalho no sistema de parceria (participação em 30% da produção) registrado no Ministério do Trabalho e inscrição estadual de produtor rural junto ao Ministério da Agricultura, o que permite que a produção seja vendida para as usinas com emissão de nota-fiscal e recolhimento do INSS. Desta forma, o proprietário se resguarda quanto à situação trabalhista e o seringueiro fica protegido pelo INSS quando da necessidade de afastamentos e outros, ao mesmo tempo em que contribui para sua aposentadoria.

Diariamente cada seringueiro preenche sua ficha de trabalho com a quantidade e quais tarefas foram realizadas (tarefas/áreas adequadamente identificadas no seringal). Cada sangrador possui uma tarefa de 700 árvores e normalmente duas tarefas são realizadas diariamente. As chuvas são monitoradas todos os dias na propriedade. Caso a extração da borracha não seja realizada em determinada área, um esquema de reposição é estabelecido com o propósito de recuperar o atraso e concluir o mês com o mínimo desvio do planejado.

Os seringueiros realizam aproximadamente quatro cursos de aperfeiçoamento de suas práticas no seringal ao ano e recebem os critérios de qualidade de sangria que serão avaliados mensalmente. Entre os principais critérios estão: consumo de casca, declive do painel, respeito à linha geratriz do painel, nível de ferimentos no painel, e conservação do material de trabalho.

Nilson Troleis explica que, com o propósito de equalizar a produção e dar longevidade às árvores, a fazenda começou a testar a freqüência de sangria em d/5. "Os resultados não deixam dúvidas que temos uma melhor produtividade o ano todo, com baixo consumo de casa (12 cm/safra – 1° de setembro a 30 de julho), e respeitamos o período em que a planta está em desfolha, durante o qual não realizamos a extração da borracha”, afirma.

A direção predominante da abertura do painel de sangria é descendente e a fazenda faz estimulação com Ethrel (a 2,5%), deixando um intervalo mínimo de 35 dias entre as estimulações do painel.

No seringal é realizado periodicamente a roçagem das entrelinhas. O monitoramento do secamento de painel é uma das prioridades, feito nos meses de março e abril. "A incidência do secamento de painel é muito baixa e acreditamos que isto seja decorrente da característica de algumas árvores específicas, visto que não temos qualquer área, por menor que seja, com um conjunto de plantas com painéis secos, somente alguns casos isolados", destaca Troleis.

A produção diária é pesada separadamente por tarefa e por seringueiro, de maneira que é possível monitorar a produtividade em cada área e para cada parceiro. No seringal existe uma infraestrutura apropriada para recepção da produção, com balança, tanque de vinagre, doca para posicionamento do caminhão que carrega a produção e galpões para guardar os produtos e equipamentos de trabalho. A produção do seringal é vendida para a usina Braslátex e os insumos e instrumentos de trabalho são comprados com a empresa Polifer.

O seringueiro e sua família ainda têm o direito de habitar casa construída na propriedade, que conta com energia elétrica, água de poço e fossa asséptica adequada.

Outros critérios foram avaliados, como o histórico de pragas e doenças, presença de formigas, aspectos ligados ao solo, etc.

Observe, na sequência, fotos da propriedade vencedora do I Prêmio Paulo Gonçalves (edição 2010), tiradas pelo agrônomo da Natural Comunicção, Cleber Rocco, durante a visita.


 
Quadro mensal de acompanhamento da produção no modelo "gestão a vista" no seringal.


Infraestrutura de despacho da produção no seringal.


Caixas plásticas identificadas com as iniciais do seringueiro e da tarefa para a identificação e pesagem específica.


Fiscal de sangria Antonio mostra o painel de 39 centímetros, resultado da exploração de três safras:
baixo consumo de casca e sem ferimentos no painel.


Abertura do painel na safra atual (2009/10): até o momento, consumo de 7 cm de casca.


Detalhe do instrumento “bandeira” mostrando o respeito do ângulo de declividade na exploração do painel.

 
Notas-fiscais em nome do seringueiro, revelando a venda da produção para a usina Braslátex.


Da esquerda para direita: fiscal de sangria Antônio, agrônomo Nilson Troleis e o seringueiro Leandro (filho de Antonio),
diante do seringal vencedor do prêmio.


Vista do seringal em plena exploração. Entrelinhas limpa de plantas daninhas.


Novos plantios na propriedade para a continuação da atividade.


Casa de um dos seringueiros que trabalha na propriedade.

A equipe da Natural Comunicação agradece a todos os inscritos ao Prêmio Paulo Gonçalves, particularmente aos pequenos produtores que nos surpreenderam com produções impressionantes e exemplos de produção sustentável. Há, por exemplo, projetos de sistema agroflorestais com plantios de cacau e outras espécies no seringal, como o do senhor José Azevedo Soares, no município de Buritama (SP).

A próxima edição do Prêmio Paulo Gonçalves acontece em 2012. Contamos com sua participação!

Redação e fotos: Cleber Rocco, Natural Comunicação. 

 

 
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