| CBH2021 - Heveicultura se enquadra em serviços ambientais com retorno financeiro (conteúdo aberto) |
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| 08/11/2021 | |
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Camila Gusmão O governo federal lançou no dia 1º de outubro a Cédula de Produto Rural (CPR) Verde. O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode trazer benefícios financeiros para o produtor rural que realizar ações de preservação ambiental em sua atividade agrícola. O modelo de pagamento que incentiva a conservação ambiental ao mesmo tempo em que o produtor irá produzir é um modelo de serviços ambientais que pode ser efetuado com a heveicultura. LATEKS/ Heiko Rossmann Segundo Antônio de Padua Alvarenga, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a cultura da seringueira traz consigo três grupos de benefícios: sociais, econômicos e ambientais. “Já faço uso desse trinômio há bastante tempo. Já avaliamos o grande potencial da cultura no resgate de carbono, onde trabalhamos comparativamente com uma mata fechada e uma mata em regeneração (capoeira). A seringueira possui uma capacidade de estoque de carbono, em toneladas por hectare, bem superior as estas unidades de produção. Outros trabalhos demonstram que tanto o eucalipto quanto o pinus perdem em capacidade de estoque de carbono para a seringueira, também medidos em toneladas de carbono por hectare. Ou em toneladas de carbono equivalente, o que contabiliza para os Certificados (CERs)”, explica. O tema “Serviços ambientais, mercado de carbono e oportunidades para a heveicultura” será apresentado no VII Congresso Brasileiro de Heveicultura (CBH2021), que acontece de 10 a 12 de novembro no “Teatro do Engenho”, no Parque do Engenho Central, em Piracicaba. A cultura da seringueira se enquadra em diversos serviços ambientais, como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que é uma ferramenta utilizada em vários municípios do país como forma de conservação e manutenção, juntamente com a Bolsa Verde na recuperação de áreas. “Também se encaixa no projeto ‘Conservação de águas’ de algumas entidades governamentais e entidades particulares, que na prática, nada mais é do que a construção de terraços, a construção de bacias de capitação, e a construção e adequação das estradas de acesso. E, tudo isso, são práticas executadas quando se instala uma lavoura de seringueira. E, na esfera estadual, o Programa Reflorestar, criado em 2008 contra os riscos da escassez hídrica, prevê o repasse de royalties do petróleo para o pagamento de produtores que conservam floresta, protegem nascentes e restauram áreas degradadas. E, mais uma vez, entramos com a seringueira atuando no processo pretendido”, conta Padua. Já foram comprovados, em estudos realizadas pela Epamig, os benefícios que a seringueira traz ao meio ambiente, como a recuperação de áreas degradadas, conservação dos solos, produção de água e regulação do clima por meio do resgate de carbono. “Ela traz pra sociedade um ambiente economicamente mais atrativo pela geração de emprego e renda. Ela também faz uma utilização sustentável da diversidade biológica”, destaca. Um dos mais recentes trabalhos realizados pela Epamig na área comprovou também a capacidade da seringueira em aproveitar com grande eficiência as águas de chuva, fundamentando o abastecimento de águas subterrâneas e, consequentemente, as nascentes e cursos d’água. Conheça mais sobre o assunto no CBH2021, evento realizado pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro) e pela Lateks Comunicação, gestora do portal Borracha Natural (borrachanatural.agr.br). Mais informações sobre o evento podem ser encontradas em congressodeborracha.com.br.
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