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Pequenos produtores de borracha buscam reconhecimento na COP30 (conteúdo aberto) PDF
19/11/2025

A cadeia produtiva da borracha natural foi promovida na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas como uma solução viável para o combate à crise climática.

Heiko Rossmann

Atualizada em 25/11/2025 19:00.

A borracha natural, um polímero sustentável derivado do látex da seringueira (Hevea brasiliensis), esteve em pauta em um evento paralelo de alto nível na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A reunião ocorreu ontem (18), em Belém (PA), na “Zona Azul”, com o objetivo de posicionar a borracha natural não apenas como uma matéria-prima essencial, mas como uma solução climática estratégica com grande potencial para apoiar as metas globais de mitigação e neutralidade de carbono (“net-zero”).

CIFOR/ Tri Saputro 

Mulher extrai látex na aldeia de Lubuk Beringin, Indonésia 

O evento, intitulado “Promovendo projetos de pequenos produtores para emissões líquidas zero e além”, foi organizado pela Associação dos Países Produtores de Borracha Natural (ANRPC, na sigla em inglês), com o apoio do Conselho Internacional de Pesquisa e Desenvolvimento da Borracha (IRRDB) e a co-organização da Fundação Florestal Americana (AFF).

O painel reuniu especialistas internacionais para debater o potencial inexplorado das iniciativas lideradas por pequenos produtores de látex. Cerca de 85% dos mais de 40 milhões de indivíduos dependentes da cadeia da borracha natural são pequenos agricultores, conferindo-lhes um papel fundamental na implementação de modelos escaláveis de uso sustentável da terra e de uma cadeia de valor “net-zero”.

A economista sênior da ANRPC, Dra. Lekshmi Nair, enfatizou o papel dos pequenos agricultores na mitigação e adaptação às mudanças climáticas, bem como a necessidade de apoio, ferramentas, financiamento e cooperação para atingir as metas globais de emissões líquidas zero.

Os organizadores ressaltaram que a produção de borracha natural, frequentemente inserida em sistemas de agrofloresta, impulsiona uma ação climática inclusiva e positiva para a natureza, oferecendo múltiplos benefícios. Dentre as contribuições conhecidas, destacam-se o fomento à resiliência climática e aos meios de subsistência rurais, bem como o suporte à descarbonização dos transportes e da indústria, ambos setores com grande demanda por matérias-primas sustentáveis. Adicionalmente, tem-se o papel da seringueira na promoção da gestão florestal sustentável e da proteção à biodiversidade, e sua contribuição para a bioenergia e a economia circular.

Divulgação/ ANRPC

Especialistas discutem a heveicultura no âmbito das mudanças climáticas

Para o secretário-geral da Aliança Global para um Planeta Sustentável (GASP), Dr. Satya Tripathi, um dos palestrantes principais, a mobilização de financiamento privado é essencial para o fomento do bem público e é de grande importância a replicação de projetos bem-sucedidos. Por sua vez, Dr. Nisar Marisi, do Ministério do Planejamento do Desenvolvimento Nacional da Indonésia, apontou a necessidade de aumentar a produtividade, fortalecer a conformidade e melhorar a eficiência das cadeias de valor para uma transição sustentável no setor da borracha natural, alinhando-se aos compromissos climáticos globais.

A sessão na COP30 foi um convite à comunidade internacional para explorar de que forma a integração da seringueira e sistemas agroflorestais poderia atuar como uma poderosa alavanca para o futuro sustentável, reforçando que a borracha natural é muito mais do que apenas uma matéria-prima estratégica - é uma solução climática.

O painel contou ainda com a participação de Christine Cadigan, vice-presidente executiva para originação de carbono da AFF; Sandeep Roy Chowdary, cofundador da Value Network Ventures (VNV); Dr. Vincent Gits, diretor para a América Latina do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (CIFOR); Sharon London, diretora de parcerias do Conselho de Manejo Florestal (FSC); e Santiago Gowland, CEO da Rainforest Alliance.

Demanda em crescimento

De acordo com notícia publicada pela European Rubber Journal no começo de outubro, citando um relatório recente da ANRPC, chuvas e escassez de mão de obra nas regiões produtoras teriam prejudicado as atividades de sangria, limitando a oferta de borracha natural.

A ANRPC reafirmou, no entanto, que a produção mundial deve aumentar marginalmente 0,5% em relação ao ano anterior, para 14,89 milhões de toneladas em 2025, enquanto que o consumo deve apresentar um crescimento de 1,3%, para 15,57 milhões de toneladas.

 

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