home natural    
   
Divulgação

  Anuncie
Mostre sua marca para o mundo da borracha
Garanta seu espaço!

Agenda

 

 
     ASSINATURAS      Anuncie      Fale Conosco      Política do Portal     
Aumento da importação de pneus coloca heveicultura paulista em alerta (conteúdo aberto) PDF
24/02/2026

Mesmo com ganhos de produtividade na safra 2025/2026, setor heveícola enfrenta retração na demanda interna motivada por assimetrias comerciais com pneus asiáticos

Camila Gusmão

A despeito de a safra brasileira de borracha natural atingir seu auge produtivo, o cenário no noroeste paulista – região estratégica que concentra aproximadamente 60% da produção nacional – é de profunda apreensão. O setor heveícola manifesta preocupação com a retração na demanda pela commodity no mercado interno, um fenômeno que caminha na contramão dos indicadores positivos observados no campo.

LATEKS/ Heiko Rossmann 

Redução da demanda provoca sobreoferta artificial de coágulo no campo

Segundo dados da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), embora a safra 2025/2026 apresente volumes de produção e produtividade superiores aos da safra anterior, as fabricantes de pneus instaladas no Brasil reduziram o ritmo de manufatura e, por conseguinte, a aquisição da matéria-prima nacional.

O diretor-executivo da Apabor, Fábio Tônus, fundamenta essa retração em uma acentuada desigualdade comercial e no que classifica como concorrência desleal por parte de pneus importados, notadamente da China. O dirigente ressalta que os produtos chineses ingressam no mercado brasileiro com valores inferiores aos custos de fabricação locais, beneficiando-se, entre outros fatores, da desoneração decorrente do descumprimento de exigências ambientais rigorosas da legislação brasileira, a exemplo da logística reversa.

As projeções para o ano de 2026 indicam um horizonte de instabilidade e oscilação de preços, influenciado por variáveis políticas e econômicas, ainda que a cotação internacional da borracha natural mantenha uma trajetória de ascensão no mercado externo.

“Curiosamente, esse cenário doméstico de instabilidade ocorre mesmo com o preço internacional da commodity em trajetória de alta no exterior”, enfatiza.

Diante da complexidade desse contexto, a Apabor recomenda que o heveicultor implemente estratégias de gestão para mitigar impactos financeiros. Com uma margem de manobra limitada, focar na gestão “da porteira para dentro” torna-se essencial. Tal diretriz abrange a tecnificação máxima da produção, o controle rigoroso de custos e o monitoramento do desempenho de cada sangrador. No campo comercial, a recomendação é o fortalecimento do processo de negociação, mediante a cotação do produto em diversas unidades de beneficiamento, visando identificar as melhores ofertas, uma vez que cada usina atende a demandas específicas, como os segmentos de pneus de passeio ou de carga.

No âmbito institucional, a Apabor articula frentes de atuação junto a órgãos governamentais e entidades representativas do setor para salvaguardar a categoria. A associação pleiteou a operacionalização da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), instrumento fundamental para assegurar um valor de referência em caso de quedas acentuadas nos preços praticados pelo mercado local.

A entidade também mantém interlocução contínua com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip) e com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), além de exercer pressão política para que haja uma fiscalização mais rigorosa quanto à conformidade ambiental dos importadores.

Ações de natureza antidumping também compõem a agenda de trabalho para combater práticas comerciais internacionais predatórias. Com os pneus importados detendo atualmente 66% do consumo nacional, o setor adverte para o risco iminente de desemprego na cadeia produtiva e para a necessidade urgente de restabelecer a isonomia competitiva no mercado.

“Com o mercado inundado por importados, as indústrias pneumáticas locais reduziram a compra da borracha brasileira. O setor alerta para o risco de desemprego e pede medidas urgentes para equilibrar a concorrência”, conclui.

 

Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

 

Rev. 24/02/2026 12:00

 
< Anterior   Próximo >
   
   
© 2009-2026 LATEKS COMUNICACAO LTDA. Todos os direitos reservados.
Rua Werner Von Siemens, 111 - Lapa de Baixo - São Paulo-SP - CEP 05069-900
Atendimento preferencial por e-mail: vendas@lateks.com.br
Supported by
lateks